Ricardo Amorim fala sobre a ‘impossibilidade’ e bolsa imobiliária no Brasil


 Talvez eu seja mesmo suspeita pra dizer que não há bolha imobiliária. Então quando é publicado um artigo super bem escrito por um profissional sério e renomado no mercado eu divido com vocês!

 Ricardo Amorim é apresentador do programa Manhattan Connection da GloboNews e presidente da Ricam Consultoria. Essa semana na Revista Istoé escreveu o seguinte texto sobre a situação do segmento:

 Bolha imobiliária estourando? Onde?

Desde 2008, quando surgiram os primeiros comentários de bolha imobiliária em vias de estourar no Brasil, tenho analisado evidências históricas e internacionais, refutando até aqui tais alegações e concluindo que, provavelmente, os preços continuariam a subir.

De acordo com a consultoria britânica Knight Frank, entre os 53 países com os maiores mercados imobiliários globais, o Brasil teve em 2012 a maior alta de preços de imóveis residenciais: 13,7% em média. Resolvi atualizar e expandir meus estudos.

Há um ano, usei o consumo anual per capita de cimento como estimativa do grau de aquecimento da atividade no setor imobiliário em momentos de estouro de bolhas em vários países. Hoje, pelas minhas contas, este indicador chegou a 361Kg no Brasil. No ritmo médio de crescimento dos últimos 10 anos, que foi de 5% a.a., em apenas dois anos atingiríamos o nível mais baixo de estouro de bolhas, que é de 400Kg, o que sugeriria cautela. Por outro lado, o nível máximo de consumo de cimento antes bolhas estourarem, em alguns casos passou de 1.600Kg anuais per capita. Para chegar a este patamar, o Brasil levaria mais 80 anos. Por este parâmetro, poderíamos estar entre 2 e 80 anos do estouro de uma bolha. Pouco se conclui.

O segundo indicador importante é o total de crédito imobiliário disponível. Crédito permite que mais gente compre imóveis, aumentando a procura por eles e elevando seus preços. No Brasil, apesar do crescimento dos últimos anos, ele ainda é de apenas 7% do PIB, muito distante dos 50% do PIB que costuma ser o mínimo quando bolhas imobiliárias estouram. Mesmo considerando-se uma expansão ao ritmo dos dois últimos anos, que foi de 1,4% do PIB ao ano, o mais rápido da nossa história, levaríamos mais de 30 anos para chegar a 50% do PIB. Sinal de tranquilidade.

Por fim, como anda a capacidade de pagamento dos brasileiros? Levando em conta preços dos imóveis em relação à renda no mundo, chama a atenção a grande dispersão entre as maiores cidades brasileiras, com algumas entre as mais caras e outras entre as mais baratas.

Das 50 cidades mais caras do planeta, 49 estão em países emergentes, incluindo quatro no Brasil: Brasília (10ª), Rio de Janeiro (25ª), Belo Horizonte (43ª) e Porto Alegre (45ª). Por outro lado, Salvador não está mais entre as 100 mais caras do mundo, Fortaleza é uma das únicas 10 cidades entre as 50 mais baratas do mundo que não estão nos EUA, e Campinas também está entre as 100 mais baratas. Entre os 385 maiores mercados imobiliários globais, a classificação média das 11 cidades brasileiras incluídas foi 124ª, sugerindo que o mercado brasileiro como um todo está um pouco mais caro do que a média, mas distante dos mais caros do planeta. Entre os mercados emergentes, o Brasil está mais barato do que a média.

Outro aspecto favorável é que um menor percentual da renda necessário para pagamento mensal de hipotecas sugere que no Brasil temos melhor capacidade de honrar dívidas.  Além disso, comparando o preço de compra de imóveis com o custo de alugá-lo, constata-se que no Brasil alugueis elevados estimulam compras mais do que no resto do mundo. Por fim, a desvalorização do real barateou os imóveis no Brasil para compradores estrangeiros.

Em resumo, ainda que algumas cidades sugiram mais cautela, para o país como um todo, continuam valendo as conclusões do ano passado. Altas modestas ou manutenção de preços são prováveis na maioria dos casos e o risco de estouro imediato de uma bolha imobiliária nacional ainda é baixo. Se você está na esperança dos preços despencarem para comprar, espere sentado. Segundo Platão, coragem é saber o que não temer.

Dica poderosa para o corretor de imóveis


O post de hoje é para os leitores que atuam no mercado como corretores. Descobri o canal no YouTube do Guilherme Machado. Ele também é corretor e com uma linguagem simples e direta fala sobre como otimizar

Vários vídeos com dicas valiosas como a que segue no link do vídeo.

Segundo ele “atitude é a palavra de ordem! Não temos tempo a perder. Mude seus hábitos, construa relacionamentos sustentáveis. Aprimore conhecimentos e acima de tudo provoque-se! Transforme-se no sucesso do seu cliente!”

Para você que quer conhecer mais segue o link : http://www.youtube.com/user/gmachadoblog?feature=watch

Imóvel no Brasil tem 2a maior alta entre 23 países


Viu a notinha que saiu hoje no jornal O Globo. O tema também foi assunto de destaque ontem no Jornal Nacional.

Essas comparações, ao meu ver, são sempre “cambetas” uma vez que não levam em consideração a legislação aplicada em cada país. No Brasil por exemplo há medidas protetoras do mercado como a lei da incorporação 4591 e os critérios rigorosos para concessão de crédito.

Tendo isso em mente, segue a notícia publicada:

 

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Preço do m² sobe 13,7% em 2013, mais que dobro da inflação, diz Fipe


O preço médio anunciado para venda do metro quadrado de apartamentos registrou aumento de 13,7% em 2013. Esse percentual é bastante superior a prévia da inflação de 2013 para o ano passado, que é de 5,85%.

 

Os valores médios do metro quadrado em dezembro ficaram entre R$ 9.937 (Rio de Janeiro) e R$ 3.820 (Vila Velha, no Espírito Santo).

Em São Paulo, foi de R$ 7.815, e a média das 16 cidades pesquisadas foi de R$ 7.303.

A menor variação foi registrada em Brasília, onde o preço médio subiu 4,2%.

As demais cidades avaliadas tiveram aumentos no metro quadrado maiores que os demais preços da economia em 2013, com taxas variando entre 9,5%, em São Bernardo do Campo (ABC Paulista), e 37,3%, em Curitiba – a maior taxa.

 

O Rio de Janeiro teve um aumento em 2013 em ritmo praticamente igual ao de 2012 (15,2%, em comparação a 15% no ano anterior).

 

Com a Copa do Mundo acontecendo em diversas cidades do Brasil em junho, acredito que esse ritmo vá, no mínimo, se manter.

 

O que você acha?

Os extremos no ranking do m² no Brasil


Rio de Janeiro continuou sendo, ao longo de todo o ano de 2013, a cidade com o metro quadrado mais caro para imóveis residenciais anunciados para venda, segundo o Índice FipeZap.

A média de preço na capital passou de 8.711 reais em janeiro para 9.937 em dezembro de 2013. Esse valor de metro quadrado equivale a um imóvel de 80 metros quadrados à venda por 794.960 reais.

Brasília ficou em segundo lugar, com metro quadrado médio de 8.670 reais em dezembro, e São Paulo veio em terceiro lugar, com 7.815 reais o metro quadrado.

A cidade mais em conta foi Vila Velha, no Espírito Santo, onde o metro quadrado médio anunciado era de 3.820 reais em dezembro. O equivalente a um imóvel de 80 metros quadrados à venda por 305.600 reais.

O preço médio de metro quadrado das 16 cidades acompanhadas pelo Índice FipeZap Ampliado foi de 7.303 reais em dezembro.

As altas nos preços do metro quadrado anunciado em 2013 nas cidades de Rio de Janeiro e São Paulo foram puxadas pelos bairros periféricos. Contudo, os bairros mais centrais das duas capitais ainda são os mais caros do país.

É o caso do Leblon (RJ), onde o metro quadrado anunciado em dezembro era de 21.963 reais, e da Vila Nova Conceição (SP), onde o preço do metro quadrado anunciado em dezembro era de 13.599 reais.

Emprego e renda ditam comportamento dos preços

O comportamento dos preços dos imóveis à venda no Brasil, de forma geral, tem sido ditado pelo crescimento da renda e pelo baixo desemprego. Isso é particularmente notável nas capitais da região Sul, onde o desemprego é o menor no país e a renda cresce acima da inflação.

Podemos usar Porto Alegre como exemplo. Segundo o IBGE a taxa de desemprego em novembro de 2013 era de 2,6%, o que é muito baixo. Já os salários, nos 12 meses terminados no mesmo mês, subiram 9% acima da inflação. É praticamente a alta observada no preço do metro quadrado à venda. Na capital gaúcha, a elevação do metro quadrado anunciado foi de 14,0% em 2013.

O mesmo fenômeno se repete em cidades como Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo.

Já em Salvador, o desemprego está subindo. Foi de 8,2% em novembro de 2013, contra 6,5% no mesmo mês do ano anterior. Já o salário médio caiu 8% em termos reais. Não é à toa que os preços dos imóveis se comportaram de forma mais tímida ao longo do ano na cidade.

Em função disso é preciso sempre manter o olho no mercado de trabalho.

Para 2014, a equipe do Índice FipeZap não espera movimentos bruscos de preços nem para baixo nem para cima.

O mercado de trabalho está dando sinais curiosos. A queda na taxa de desemprego não se deve a mais pessoas conseguindo emprego, pois a população ocupada vem se mantendo estável. O motivo é um aumento de pessoas que estão se tornando inativas, deixando de trabalhar. A criação de empregos pode estar perdendo força. Sendo assim, a queda no número de pessoas ativas deve pressionar ainda mais os salários, aumentando-os.

Vale considerar também esse fator para avaliar o mercado imobiliário em 2014. Vamos acompanhar!!!